O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais e ajudar a esclarecer duvidas sobre a nossa complexa realidade.

Aqui irei expor textos, reflexões, videos, imagens e etc. relacionados com os seguintes assuntos:
Psicologia, Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia, Sociologia e o funcionamento do sistema em geral.

Não esperamos que acreditem no que é apresentado aqui sem primeiro investigar por vocês mesmos, e nós insistimos que vocês o façam!
O que é postado aqui são apenas perspectivas e não "verdades absolutas", com isso quero dizer que não tentarei convence-los, mas estimula-los a irem além do que conhecem, ou acreditam conhecer.
Busquem informação e ajudem a dissemina-la! Com informação vem conhecimento, com conhecimento sabedoria, a sabedoria lhe aproxima da verdade.... e a verdade o libertará!
Ouça a todos, não siga ninguém.
A única revolução é a SUA Evolução da Consciência!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

“Desculpe” – Uma Fuga da Responsabilidade?

O ser humano é grão-mestre do escapismo e da fuga e sempre tenta jogar sobre os outros e sobre fatores externos a responsabilidade de seus atos. Seja o deus que levou sobre si os pecados do mundo, as obsessões, o meio, a criação, a presença ou a ausência dos pais, a culpa, a falta de oportunidades ou a maldade do mundo, justificativas não faltam para as pessoas se lambuzarem como porcos em seus erros e defeitos. O pensamento humano, covarde como a própria raça humana, goza de mecanismos variados que lhe servem de justificativa para seus erros. A máxima de que errar é humano é cantarolada de pé, de mãos dadas e dançada em roda e os humanos a usam o tempo todo para justificarem seu atraso no processo evolutivo, suas debilidades, defeitos, impotências e incapacidades.
O erro existe pela imperfeição da humanidade, assim como existe a imperfeição e o erro em todo o universo. Entretanto, as pessoas recebem o erro sempre de forma negativa; sempre se punindo, comprometendo o futuro pela inoperância no presente pelo fracasso do passado, ou se acomodando no erro. As pessoas se abraçam no erro, pois pensam que se o outro erra elas também podem errar. O primeiro erro é sempre natural e vem pela inexperiência, mas a partir do momento em que a pessoa já viveu este erro ela deveria ter a capacidade de aprender com ele para não errar novamente na mesma situação, mas não é o que ocorre; basta ver que a história da humanidade prova que os mesmos problemas vêm sempre se repetindo, já que os mesmos erros sempre se repetem.
A santificação de virtudes aleijadas e maquiavelicamente despretensiosas, que satisfazem os que não têm responsabilidade com a evolução e se contentam em serem eternas bestas espiritualmente quadrúpedes viciadas em drogas intelectuais como a verdade relativa e a força do achismo, serve de amparo à esta estrutura que desmotivaria qualquer raça no universo. A sinceridade virou virtude, como se algo se tornasse verdade apenas por ter sido dita com sinceridade, e a humildade criou a cultura de que o erro deve ser aplaudido e glorificado quando reconhecido, como se o reconhecimento do erro fizesse o tempo voltar e repararasse os danos causados pela tolice humana. A sociedade sem responsabilidade com a grandeza de sua espécie se rendeu às suas falhas e as bebe e saúda com vigor.
Crianças são educadas desde cedo a se desculparem. Desculpar-se virou sinônimo de grandeza e esta grandeza advém do erro. Não há razão para o homem não errar, já que é pacífico que o homem erra e que a humildade de reconhecer o erro é uma grande virtude e digna de louvor. Chega-se até mesmo à criação de um nefasto paradoxo onde para ser louvado pela virtude de reconhecer o erro é preciso errar e sente-se prazer no louvor do reconhecimento do erro. A beleza caiada da virtude da humildade no reconhecimento do erro ofuscou sua real fealdade. As pessoas fazem burradas atrás de burradas com tudo e todos em suas vidas, repetem eternamente os mesmos erros e acham que pedindo desculpas tudo estará perdoado e bem. Em termos de ética social basta ao tolo pedir desculpas; deixar de errar não é preciso, pois errar é humano.
As desculpas se tornaram mantras para as bestas humanas que não param de errar, repetir os mesmos erros, viver os mesmos defeitos infinitamente e que não têm compromisso com o acerto e a superação (a despeito de ser um atentado à dignidade intelectual de quem tem que ouvir isto o tempo todo). As pessoas reconhecem defeitos em si, continuam a ter e viver estes defeitos e vivem pedindo desculpas pelas condutas resultantes destes mesmos defeitos, sendo que na primeira vez que identificassem esses defeitos deveriam tratar de transmutá-los para que não existissem mais e assim não mais gerassem as condutas resultantes destes defeitos. Ficar o tempo todo choramingando que errou por ter determinado defeito tornou-se bonito, não deplorável. É mais fácil (e exige menos) choramingar.
Desculpas não mudam o mundo, ações sim. Desculpar-se não elimina o dano ocasionado, mas ações o reparam. Os quadrúpedes que erram o tempo todo deveriam, ao invés de apenas arrotar seus chatos e repetitivos mantras auto-vitimizadores, reparar o dano que ocasionaram. Se causaram prejuízo material a alguém e possuem cérebro pra produzir, devem trabalhar para ressarcir o dano. Se magoaram uma pessoa, que tratem de lhe fazer o bem, da forma que esta pessoa entende o bem, para compensar o mal que causaram. O pedido de desculpas feito por quem possui capacidade para reparar o dano que ocasionou é absolutamente inútil e para nada serve e quem desta forma o faz deveria ter vergonha de si por ser um grande covarde sem coragem de agir para reparar o mal que fez.
Desculpar-se pelo erro é válido apenas até o ponto em que a desculpa serve como reconhecimento do erro para si para que assim haja a transmutação do defeito e este deixe de existir, pois para mudar é necessária a consciência de que deve mudar e esta só vem pelo reconhecimento de que deve mudar. Aí que a desculpa cumpre sua nobre e eficaz função. As desculpas precisam parar de ser utilizadas como muletas para quadrúpedes sem compromisso com sua própria evolução e que abraçam suas imperfeições sem se preocuparem com o bem comum. É preciso consciência de cada um para que, motivado por um instinto próprio de superação, ao ver-se repetitivamente movido a desculpar-se pelos mesmos motivos haja um natural desconforto pela estagnação. Mais bonito do que desculpar-se é não errar.

Retirado do blog Rudy Rafael

domingo, 15 de maio de 2011

Videos de Alex Collier

Aqui estão os principais videos de Alex Collier, um dos contactados pelos humanos da constelação de Andromeda.
Temos que colher toda a informação possível e separar o que faz sentido do que não faz.
Mas para poder avaliar se algo faz sentido ou não, precisamos ver o todo, e não nos limitarmos a ver só a parte comoda!
Precisamos ter a informação para então decidir o que fazer com essa informação.



Alex Collier - Entrevista em 1994

Partes:
1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12



Alex Collier - Mensagem Confederação de Andrômeda

Partes:
1 - 2 - 3 - 4 -5 - 6 - 7



Alex Collier - Os Mistérios de Marte e da lua

Partes:
1 - 2 - 3 - 4 -5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12



Alex Collier - Conferência do Projeto Camelot em 20/09/2009


Partes:
1 - 2 - 3 - 4 -5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11




Alex Collier - Transformação da Terra

Conferência em Janeiro de 2010

sábado, 14 de maio de 2011

Parábola dos Níveis Evolutivos

Certa vez, um discípulo aproximou-se de seu Mestre e disse:
- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.
- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.
Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do discípulo e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada…
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do discípulo. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o discípulo foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o discípulo já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro quando outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.
Quando o homem se aproximou, o discípulo pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o discípulo, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o discípulo e assim falou:
- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso…
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…
- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?
- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?
- Enfim – perguntou o discípulo – como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros” resolverem. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se gaba por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.
Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o discípulo e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?
Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra.
Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo?
Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7.
Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o discípulo pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! – ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso…
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…
- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
 
- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…
- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.
O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios?
É só uma questão de tempo…

Veja Também:

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Meditação

Certa vez perguntaram à Buda:  “O que você ganhou meditando?”
Buda respondeu: “Nada.”
"Contudo", disse Buda, “Deixe-me lhe dizer o que eu perdi.
Raiva, ansiedade, depressão, insegurança, medo da idade e da morte.”

“Lembre, você não medita para ganhar algo, mas para abrir mão de algo.
Nós o fazemos, não com desejo de obter, mas de deixar ir.
Se você quer algo específico da meditação, não encontrará; não será capaz de encontrar. Mas, quando seu coração estiver pronto, a paz virá procurando por você.”
— Ajahn Chah

"A verdadeira meditação é abandonar a tentativa de manipular a experiência."
 Adyashanti

O que é realmente importante de se compreender sobre meditação é que não é o ato de meditar em si que importa, mas o estado de consciência que a meditação ajuda a assimilar e fortificar na nossa estrutura mental.
É a conexão com a essência(pura consciência) que ela vai revivendo momento após momento.


A Arte da Meditação - Alan Watts
(Talvez tenha que ativar as legendas no YouTube)



O que é meditação e como praticar?
Não tem como definir a meditação, é diferente pra cada pessoa. O "mundo" é subjetivo, ou seja, depende do ponto de vista do observador. E meditação é algo que se busca dentro, não existe um manual.
O que eu entendo pelas minhas experiencias é o seguinte: O único momento que existe é o agorao passado são só memorias, e o futuro são projeções baseados nas memorias passadas. Enquanto nós estivermos usando esses mecanismos mentais não podemos nos conectar com a "fonte", a sua essência, a parte mais elevada de você. Pensamos constantemente sobre coisas, preocupados com o passado, preocupados com o futuro, acabamos por não viver o presente. Isso é mais profundo do que dizer só "eu estou aqui e agora", é preciso realmente compreender essa frase em todas camadas no seu interior. A nossa verdadeira "alma" é o observador, o resto são ações da mente. O seu verdadeiro "eu" é o que observa momento após momento, infinitamente. O agora é realmente uma força poderosa, assim que o individuo disse sim para o instante, a afirmação se torna contagiosa. Explode em uma cadeia de afirmações que não conhecem limites. Dizem sim pra um instante, é dizem sim pra toda existência.
Algumas pessoas podem achar estranho eu estar postando sobre meditação, sobre os Chakra e espiritualidade em um blog que fala sobre "o sistema", mas na verdade é justamente esse tipo de informação que é importante ser disseminada.
Muitas pessoas passam tanto tempo estudando sobre a "maquina" que acabam esquecendo de si próprios, e se tornam a própria maquina.
Aqueles que controlam os sistemas não querem uma sociedade de pessoas pensantes que conhecem a si próprias na sua mais profunda complexidade (e simplicidade ao mesmo tempo, pois nós que complicamos tudo), não querem pessoas espalhando mensagens de amor e união e autoconhecimento. Pessoas que conhecem a si próprias, entendem melhor as pessoas e o mundo, assim teríamos mais consciência para nos unir e melhorar o mundo. Em uma sociedade unida não há guerras, não há fome, não há desigualdade, eles sabem que o poder é do povo, sempre foi, sempre será, por isso eles usam mentiras e jogos psicológicos pra nos induzir a inúmeras ilusões egoicas. Por esse motivo é vital que se de ênfase na busca do conhecimento interior mais do que no exterior.

Abaixo algumas citações do Osho (título de reverência concedido a certos mestres na tradição Zen do BudismoBhagwan Shree Rajneesh junto com uma sequência de videos explicando a meditação de modo um pouco mais aprofundado.


"Dizer alguma coisa sobre meditação é uma contradição. Meditação é algo que você pode ter, que você pode ser, mas por sua própria natureza não é possível dizer o que ela é.

Meditar é não fazer absolutamente nada, seja física ou mentalmente. Se você começar a fazer alguma coisa, estará movendo-se para fora de seu centro. Quando estiver apenas sendo, isto é meditação. Não é possível fazê-la, não é possível praticá-la. É preciso apenas compreendê-la.


Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser. Após ter experimentado esse estado de tranqüilidade, aso poucos você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado. Isso não significa que você tenha que fugir da vida: você se torna o centro do ciclone.
Sua vida continua e, na verdade, torna-se mais cheia de alegria, com mais visão e criatividade. Ainda assim, você está nas nuvens, um observador nas montanhas, apenas vendo o que ocorre ao seu redor.
Meditação não é ciência, não é arte, não é trabalho - é jeito. Brinque um pouco com a idéia de que não está fazendo nada. Um dia você se surpreenderá: ela terá acontecido. Basta esperar o momento certo.Dizem que devemos agarrar as oportunidades. Pois eu digo o contrário: continue aberto à meditação e, quando o momento chegar, quando você estiver realmente relaxado e aberto, a meditação irá agarrá-lo. E depois disso não o deixará mais."
— Osho Bhagwan Shree Rajneesh




O que é Iluminação?
Por Adyashanti




Veja também: 

Sugestão de como meditar:


Qualquer momento pode ser uma meditação, meditar é observar, essa é a essência. esse vídeo tenta explicar como é meditar, não se preocupe de fazer exatamente como o vídeo fala, tudo tem seu tempo, a posição de meditação pode ser a que você quiser e se sentir confortável, mas é recomendado que mantenha a coluna inclinada para evitar sonolência.
Não é necessário parar de pensar como sugere o narrador, isso acontece com o tempo, não tenha pressa.


Introdução
 
Parte 2

 
Parte 3
 
Parte 4
 
Parte5
 
Parte 6

terça-feira, 10 de maio de 2011

Muletas Psicológicas – As Armadilhas do Ego


Somos criaturas bio-químicas e queiramos ou não estamos confinados, pelo menos enquanto seres viventes deste mundo, a interagirmos com toda essa descarga química que rege nossas vidas diariamente. Somos uma grande farmácia de manipulação, uma indústria química que consegue produzir um elemento para cada coisa.
Tem química para a alegria, tristeza, paixão, stress, medo, coragem, raiva, excitação, bem-estar… Toda e qualquer emoção que tivermos, por mais que tenham tido seu estopim na mente e nas ações e interações do cotidiano, vai culminar no gerenciamento de alguma química pelo cérebro, que irá induzir e sentir tal processo, em sua totalidade, como uma emoção.
E como toda química, obviamente, algumas viciam. À princípio, não há problema nisso. O problema é quando as ações e estímulos necessários para que se inicie todo esse processo, acontecem de forma equivocada, atingindo negativamente os outros e a nível inconsciente, a si mesmo.
E é aí que entra o papel do ego…
Nunca vi termo tão mal compreendido quanto este. O ego tornou-se a majestade e o bobo da corte – simultaneamente. Muitos de nós, vivemos exclusivamente em função dele, mas não temos a menor noção de que a forma que tratamos nosso ego, tem sido manipulada por forças poderosas e covardes, que se aproveitam da falta de auto-conhecimento para deturpar diariamente como lidamos com nós mesmos, sem nos darmos conta do processo.

Uma boa definição de “ego”:
O ego é uma instância da personalidade definida pela psicologia como o nosso eu mais perceptível. Esse conceito foi revisto e ampliado pelo médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939), autor da teoria psicanalítica. Para ele, o ego é uma instância psíquica relacionada ao princípio de realidade. O psiquismo humano seria composto ainda por duas outras instâncias: o id, que se orientaria pelo princípio do prazer, e o superego, que exerceria a função de juiz ou censor do ego. O ego, que é a parte mais perceptível de cada um de nós, age condicionado por nossos desejos, conscientes ou inconscientes, e ao mesmo tempo é moldado por nossa autocensura e pelos nossos juízos de valor, representados pelo superego. As pessoas com ego mais frágil são, geralmente, mais impulsivas, uma vez que cedem aos impulsos do id. Quem tem o ego mais rígido, por sua vez, está mais submetido às leis do superego e costuma ser lógico e controlador.
Um bom exemplo das armadilhas do ego, é a questão do “status” ou posição social. Desde cedo, somos massificados com a seguinte informação: “você é o que tem”. Alguém com um anél de ouro, um carro mais moderno, uma roupa de marca, consegue se sentir bem exibindo-se em público e atraindo atenções para tal. Se sente uma pessoa superior apenas por possuir bens materiais que, “dizem” ser melhores do que muitos outros em uso pela grande maioria. Nomes e marcas fazem este trabalho, que evidentemente é ilusório para os que sabem como isso tudo é criado, mas altamente corruptível e atraente para a grande maioria. É a manutenção do ego utilizando a ilusão do status, criada pelo capitalismo através da mídia.
    E daí, entra em ação mais uma vez o turbilhão químico do bem-estar, a partir de um estímulo nocivo. E isso acontece em diversas outras situações do cotidiano, que visam atrair a atenção para si:

   - Agressão a outras pessoas em posições inferiores ou não passíveis de revide, como vendedores de lojas, atendentes de serviços via telefone e outros trabalhadores que lidam com o público. A agressão pode partir de um cliente/consumidor ou mesmo do chefe, que agride psicologicamente, ameaçando sempre mandar o trabalhador embora, incutindo medo, insegurança e humilhando o indivíduo;
   - A agressão pode se dar em outros níveis da sociedade, como com idosos, crianças, mulheres, etc. O mundo acaba virando um palco para desfilarmos nossa “atitude”, aliviar nossas frustrações, mas isso serve apenas para que nós mesmos nos afastemos da noção de inferiores, patéticos. Agressão verbal ou até física para inflar o ego e nos sentirmos poderosos, mesmo que às custas da humilhação alheia;
   - Super-estimar posses materiais, ou o popular “contar vantagem”. “- Meu carro é melhor, meu relógio é melhor, minha roupa é de marca, meu sapato foi caríssimo” e por aí vai… “O meu é sempre melhor do que o seu”, mesmo que na prática não me transforme em uma pessoa melhor. Muito pelo contrário, acabamos escravos do que possuímos e cada vez mais dependentes de bens materiais para nos afirmarmos como indivíduos na sociedade;
   - Da mesma maneira que supervalorizar bens materiais infla o ego, diminuir o que outros possuem também dá conta do recado. Falar mal da vida alheia, caluniar as pessoas e fazer pouco caso do que possuem, como conseguiram seus bens, como são fisicamente ou como vivem, serve para intensificar ainda mais o bem-estar ilusório, ou para mascarar frustrações. De qualquer forma, serve de alimento para o ego. Um alimento deveras venenoso e viciante, que vai exigir cada vez mais comportamentos bizarros. Como uma droga, sempre se quer mais sem se importar com limites;
   - Outra ação muito comum na sociedade é a filiação a grupos para participar de manifestações de cunho popular que também geram alimento ao ego, mas que descamba para a alienação e por vezes agressão. O caso mais comum talvez seja o de torcidas organizadas de futebol, mas a religião também pode ser um motivador poderoso. O foco da pessoa que se filia a um todo desse tipo se perde, assim como sua individualidade. Ele não vai mais ao estádio para torcer, mas sim para agredir a torcida adversária, “marcar território” e se sentir forte como parte de um coletivo que lhe providencia escudo e proteção para agir de maneira que não agiria estando sozinho. No final, ele não sabe se torce pro time, pro jogador, pro clube ou pro dirigente, pois a idéia é competir e sobrassair como parte de um grupo, seja ele qualquer.
    E é assim… Um círculo vicioso de comportamentos que visam o bem-estar pessoal acima de tudo, baseando-se no egoísmo como principal propulsor, muitas vezes sem a menor auto-crítica e piedade com o próximo. O “Eu” acima de tudo e de todos, que acaba perpetuando e corrompendo toda a sociedade pela lei da imitação, pela facilidade com que se pode fazer tais coisas e acima de tudo pela legitimidade com que tratamos esses comportamentos. Afinal, “- o mundo é assim”, dizem.. como também “- não vou conseguir mudar o mundo sozinho”. Esses pensamentos são justamente o combustível principal de muitos dos erros e problemas da atualidade, como a desigualdade social e o preconceito, mas que pode começar a ser mudado a qualquer momento. Basta que consigamos ter o desejo honesto de se melhorar, evoluir a consciência, pois com isso, invariavelmente melhoramos o mundo. Talvez ainda haja um pouco de tempo para nós, mas com certeza haverá bastante para as futuras gerações. Mesmo que não estejamos mais aqui, pense que muitas pessoas boas, sensatas e inteligentes, tiveram grandes feitos no passado e que hoje, mesmo elas já não estando mais por aqui, nós é que nos beneficiamos com isso.


EGO, O FALSO CENTRO
O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
   Nascimento significa vir a este mundo, o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce neste mundo. Ela abre seus olhos, vê aos outros. O ‘outro’ significa o tu. Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Este também é o outro, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo.
   É desta maneira que a criança cresce.
Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que esta pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se ela aprecia a criança, se diz: ‘Você é bonita’, se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Agora um ego está nascendo. Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse  centro é um centro refletido. Ela não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensam a seu respeito.
   E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce – um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida; sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é o ego. Isso também é um reflexo.
   Primeiro a mãe – e mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno acumulativo, um subproduto do
viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. O verdadeiro pode ser conhecido somente através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ela é uma disciplina. O verdadeiro pode ser conhecido somente através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
   O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá para a escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estão adicionando algo ao seu ego, e todos estão tentando modificá-lo, de tal forma que você não se torne um problema para a sociedade.
   Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade.
   A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Ela não está interessada no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhe que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. Assim, estão tentando dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajustará à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro.
É por isso que colocamos os criminosos nas prisões – não que eles tenham feito alguma coisa errada, não que ao colocá-los nas prisões iremos melhorá-los, não. Eles simplesmente não se ajustam. Eles criam problemas. Eles têm certos tipos de egos que a sociedade não aprova. Se a sociedade aprova, tudo está bem.
   Um homem mata alguém – ele é um assassino. E o mesmo homem, durante a guerra, mata milhares – e torna-se um grande herói. A sociedade não está preocupada com o homicídio, mas o homicídio deveria ser praticado para a sociedade – então tudo está bem. A sociedade não se preocupa com moralidade.
   Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade.
Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está
interessada no fato de que você deveria chegar ao autoconhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu – não é possível. E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que este é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
   Uma criança volta para casa – se ela foi o primeiro aluno de sua classe, a família inteira fica feliz. Você a abraça e a beija, e você coloca a criança no colo e começa a dançar e diz: ‘Que linda criança! Você é um motivo de orgulho para nós.’ Você está dando um ego a ela. Um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, um fiasco – ela não pode passar, ou ela tirou o último lugar – então ninguém a aprecia e a criança sente-se rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. É por isso que você está continuamente pedindo atenção.
Ouvi contar:
Mulla Nasrudin e sua esposa estavam saindo de uma festa, e Mulla disse:
‘Querida, alguma vez alguém já lhe disse que você é fascinante, linda, maravilhosa?’
Sua esposa sentiu-se muito, muito bem, ficou muito feliz. Ela disse: ‘Eu me pergunto por que ninguém jamais me disse isso.’
Nasrudin disse: ‘Mas então de onde você tirou essa idéia?’
Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro.
Esse centro é falso, porque você contém o seu centro verdadeiro. Este não é da conta de ninguém. Ninguém o modela, você vem com ele. Você nasce com ele. Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Este é o eu. E o outro centro, que lhe é dado pela sociedade – o ego. Ele é algo falso – e é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente então a sociedade o aprecia. Você tem que caminhar de uma certa maneira: você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente então a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, quem você é. Os outros lhe deram a idéia.
Essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a menos que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se, vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará despedaçado, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo,quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.

   Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas.
Ouvi dizer:
Uma criancinha estava visitando seus avós. Ela tinha apenas quatro anos de idade. De noite, quando a avó a estava fazendo dormir, ela de repente começou a chorar e a gritar:
‘Eu quero ir para casa. Estou com medo do escuro.’
Mas a avó disse:
‘Eu sei muito bem que em sua casa você também dorme no escuro; eu nunca vi a luz acesa: Então por que você está com medo aqui?’
O menino disse:
‘Sim, é verdade – mas aquela é a minha escuridão. Esta escuridão é completamente desconhecida.’
   Até mesmo com a escuridão você sente: ‘Esta é minha.’
   Do lado de fora – uma escuridão desconhecida. Com o ego você sente: ‘Esta é a minha escuridão.’ Pode ser problemática, pode criar muitos tormentos, mas ainda assim, é minha. Alguma coisa em que se segurar, alguma coisa em que se agarrar, alguma coisa sob os pés; você não está em um vácuo, não está em um vazio. Você pode ser infeliz, mas pelo menos você é.
 Até mesmo o ser infeliz lhe dá uma sensação de ‘eu sou’. Afastando-se disso, o medo toma conta; você começa a sentir medo da escuridão desconhecida e do caos – porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte do seu ser… É o mesmo que penetrar em uma floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca – a floresta, a selva. Aqui tudo está bem; você planejou tudo. Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que você possa se sentir em casa ali.
   E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. Além da cerca você é, tal como dentro da cerca você é – e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o
seu centro verdadeiro está oculto.
Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos.
Por um certo tempo, você vai sentir-se atordoado.
Por um certo tempo, você vai sentir-se muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas.
Esta é a sua alma, o eu.
Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos; nasce uma nova ordem. Mas esta não é a ordem da sociedade – é a própria ordem da existência. É o que Buda chama de Dharma, Lao Tsé chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência.
Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas. A diferença é a mesma que existe entre uma flor verdadeira e uma flor de plástico ou de papel. O ego é uma flor de plástico, morta. Não é uma flor, apenas parece com uma flor. Até mesmo lingüisticamente, chamá-la de flor está errado, porque uma flor é algo que floresce. E essa coisa de plástico é apenas uma coisa e não um florescer. Ela está morta. Não há vida nela. Você tem um centro que floresce dentro de você. Por isso os hindus o chamam de lótus – é um florescer. Chamam-no de o lótus das mil pétalas. Mil significa infinitas pétalas. O centro floresce continuamente, nunca para, nunca morre. Mas você está satisfeito com um ego de plástico. Existem algumas razões para que você esteja satisfeito. Com uma coisa morta, existem muitas vantagens. Uma é que a coisa morta nunca morre. Não pode – nunca esteve viva. Assim você pode ter flores de plástico, e de certa forma elas são boas. Elas são permanentes; não são eternas, mas são permanentes. A flor verdadeira, a flor que está lá fora no jardim, é eterna, mas não é permanente. E o eterno tem uma maneira própria de ser eterno. A maneira do eterno é nascer muitas e muitas vezes… e morrer. Através da morte, o eterno se renova, rejuvenesce.
Para nós, parece que a flor morreu – ela nunca morre. Ela simplesmente troca de corpo, assim está sempre fresca. Ela deixa o velho corpo e entra em um novo corpo. Ela floresce em algum outro lugar, nunca deixa de estar florescendo.
Mas não podemos ver a continuidade porque a continuidade é invisível. Vemos somente uma flor, outra flor; nunca vemos a continuidade. Trata-se da mesma flor que floresceu ontem. Trata-se do mesmo sol, mas em um traje diferente.
O ego tem uma certa qualidade – ele está morto. É de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não o precisa procurar; a busca não é necessária para ele. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente uma parte da multidão. Você é apenas uma turba. Quando você não tem um centro autêntico, como você pode ser um indivíduo? O ego não é individual. O ego é um fenômeno social – ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu.
E por isso você é tão infeliz.
   Com uma vida de plástico, como você pode ser feliz? Com uma vida falsa, como você pode ser extático e bem-aventurado? E esse ego cria muitos tormentos, milhões deles. Você não pode ver, porque se trata da sua escuridão. Você está em harmonia com ela. Você nunca reparou que todos os tipos de tormentos acontecem através do ego? Ele não o pode tornar abençoado; ele pode somente torná-lo infeliz.
O ego é o inferno.
   Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego continua encontrando motivos para sofrer.
  Uma vez eu estava hospedado na casa de Mulla Nasrudin. A esposa estava dizendo coisas muito desagradáveis a respeito de Mulla Nasrudin, com muita raiva, aspereza, agressividade, muito violenta, a ponto de explodir. E Mulla Nasrudin estava apenas sentado em silêncio, ouvindo. Então, de repente, ela se voltou para ele e disse: ‘Então, mais uma vez você está discutindo comigo!’ Mulla disse: ‘Mas eu não disse uma única palavra!’
   A esposa replicou: ‘Sei disso – mas você está ouvindo muito agressivamente.’ Você é um egoísta, como todos são. Alguns são muito grosseiros, evidentes, e estes não são tão difíceis. Outros são muito sutis, profundos, e estes são os verdadeiros problemas.
   O ego entra em conflito com outros continuamente porque cada ego está extremamente inseguro de si mesmo. Tem que estar – ele é uma coisa falsa. Quando você nada tem nas mãos, mas acredita ter algo, então haverá um problema. Se alguém disser: ‘Não há nada’, imediatamente começa a briga porque você também sente que não há nada. O outro
o torna consciente desse fato. O ego é falso, ele não é nada.
E você também sabe isso.
   Como você pode deixar de saber isso? É impossível! Um ser consciente – como pode ele deixar de saber que o ego é simplesmente falso? E então os outros dizem que não existe nada – e sempre que os outros dizem que não existe nada, eles batem numa ferida, eles dizem uma verdade – e nada fere tanto quanto a verdade. Você tem que se defender, porque se você não se defende, se não se torna defensivo, onde estará você?
Você estará perdido. A identidade estará rompida.
Assim, você tem que se defender e lutar – este é o conflito. Um homem que alcança o eu nunca se encontra em conflito algum. Outros podem vir e entrar em choque com ele, mas ele nunca está em conflito com ninguém.
Aconteceu de um mestre Zen estar passando por uma rua. Um homem veio correndo e o golpeou duramente. O mestre caiu. Logo se levantou e voltou a caminhar na mesma direção na qual estava indo antes, sem nem ao menos olhar para trás. Um discípulo estava com o mestre. Ele ficou simplesmente chocado. Ele disse:
‘Quem é esse homem? O que significa isso? Se a gente vive desta maneira, qualquer um pode vir e nos matar. E você nem ao menos olhou para aquela pessoa, quem é ela, e por que ela fez isso?’
O mestre disse: ‘Isso é problema dela, não meu.’
Você pode entrar em choque com um iluminado, mas esse é seu problema, não dele. E se você fica ferido nesse choque, isso também é problema seu. Ele não o pode ferir. É como bater contra uma parede – você ficará machucado, mas a parede não o machucou.
O ego sempre está procurando por algum problema. Por quê?
Porque se ninguém lhe dá atenção o ego sente fome. Ele vive de atenção.
Assim, mesmo se alguém estiver brigando e com raiva de você, mesmo isso é bom, pois pelo menos você está recebendo atenção. Se alguém o ama, isso está bem. Se alguém não o está amando, então até mesmo a raiva servirá. Pelo menos a atenção chega até você. Mas se ninguém estiver lhe dando qualquer atenção, se ninguém pensa que você é alguém importante, digno de nota, então como você vai alimentar o seu ego?

OSHO, Bagwam Rajneesh

Buda - A Superação do Ego

Reflexões acerca do Ego


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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Resposta à Mídia; Morte de Osama bin Laden.

Resposta à mídia, escrita por Peter Joseph, fundador do Movimento Zeitgeist.

Em 1º maio de 2011, o presidente Barack Obama apareceu na televisão norte-americana em cadeia nacional, com o anúncio espontâneo de que Osama bin Laden, o suposto organizador dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, foi morto por forças militares no Paquistão.

Logo em seguida uma grande reação da mídia ocorreu em praticamente todas as redes de televisão, no que só poderia ser descrito como a exibição de uma celebração grotesca, reflexo de um nível de imaturidade emocional que beira a psicose cultural. O retrato de pessoas correndo pelas ruas de Nova York e Washington entoando slogans jingoístas americanos, acenando suas bandeiras como membros de algum culto, louvando a morte de outro ser humano, revela ainda outra camada desta doença que chamamos de sociedade moderna.

Não é o foco desta resposta abordar o uso político de tal evento ou iluminar a orquestração encenada de como a percepção pública seria controlada pela grande mídia e pelo governo dos Estados Unidos. Este artigo trata de expressar a irracionalidade bruta aparente e como nossa cultura torna-se tão facilmente obcecada e carregada emocionalmente em relação à simbologia superficial, e não com os verdadeiros problemas de raiz, suas soluções ou considerações racionais de circunstância.

O primeiro e mais óbvio ponto é que a morte de Osama bin Laden não significa nada quando se trata do problema do terrorismo internacional. Sua morte simplesmente serve como catarse para uma cultura que tem uma fixação neurótica em vingança e retaliação. O próprio fato de que o governo que, do ponto de vista psicológico, sempre serviu como uma figura paterna para seus cidadãos, reforça a idéia de que assassinar pessoas é uma solução, deveria bastar para que a maioria de nós fizesse uma pausa e refletisse sobre a qualidade dos valores provenientes do próprio zeitgeist.

No entanto, além das distorções emocionais e do padrão trágico e vingativo de recompensar a continuação da divisão humana e da violência, há uma reflexão mais prática em relação ao real problema e a importância desse problema quanto à sua prioridade.

A morte de qualquer ser humano é de uma conseqüência imensurável na sociedade. Nunca é apenas a morte do indivíduo. É a morte de relacionamentos, companheirismo, apoio e da integridade dos ambientes familiar e comunitário. As mortes desnecessárias de 3.000 pessoas em 11 de setembro de 2001 não são nem mais nem menos importantes do que as mortes daqueles durante as guerras mundiais, através de câncer e doenças, acidentes ou qualquer outra coisa.

Como sociedade, é seguro dizer que nós buscamos um mundo que estrategicamente limite todas as consequências desnecessárias através de abordagens sociais que permitam a maior segurança que nossa engenhosidade possa criar. É neste contexto que a obsessão neurótica com os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 tornou-se gravemente insultante e prejudicial ao progresso. Criou-se um ambiente em que quantidades ultrajantes de dinheiro, recursos e energia são gastos na busca e destruição de subculturas muito pequenas de seres humanos que apresentam diferenças ideológicas e agem sobre essas diferenças através da violência.

Ainda assim, apenas nos Estados Unidos, a cada ano cerca de 30.000 pessoas morrem em acidentes automobilísticos, a maioria dos quais poderiam ser evitados por mudanças estruturais muito simples. Isso são dez “11 de setembro” a cada ano… mas ninguém parece lamentar esta epidemia. Da mesma forma, mais de 1 milhão de americanos morrem de doenças cardíacas e câncer por ano – cujas causas atualmente são, em sua maioria, facilmente ligadas a influências ambientais. No entanto, independentemente dos mais de 330 “11 de setembro” que ocorrem a cada ano neste contexto, as alocações de orçamentos públicos para pesquisas sobre estas doenças são apenas uma fração do dinheiro gasto em operações “anti-terrorismo”.

Tal lista poderia aumentar indefinidamente no que diz respeito à perversão de prioridades quando se trata do verdadeiro significado de salvar e proteger a vida humana, e espero que muitos possam reconhecer o grave desequilíbrio que temos em mãos, quanto aos nossos valores.

Então, voltando ao ponto de vingança e retaliação, vou concluir esta resposta com uma citação do Dr. Martin Luther King Jr., provavelmente a mais brilhante mente intuitiva quando se tratava de conflitos e do poder da não-violência. Em 15 de setembro de 1963, uma igreja em Birmingham, no Alabama, foi bombardeada, o que causou a morte de quatro meninas que frequentavam as aulas de educação religiosa aos domingos.

Em um discurso público, o Dr. King declarou:
“O que assassinou as quatro meninas? Olhe ao seu redor. Você vai ver que muitas pessoas que você jamais imaginaria capazes participaram deste ato de maldade. Portanto, esta noite todos nós precisamos sair daqui com uma nova determinação de luta. Deus tem uma tarefa para nós. Talvez a nossa missão seja salvar a alma dos Estados Unidos. Não podemos salvar a alma desta nação atirando tijolos. Não podemos salvar a alma desta nação pegando nossas munições e saindo disparando com armas físicas. Temos que saber que temos algo muito mais poderoso. Basta adotar a munição do amor.”

– Dr. Martin Luther King, 1963


 Peter Joseph





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10 Estratégias de Manipulação Através da Mídia

quinta-feira, 5 de maio de 2011

[Video] A Historia das Coisas, um pouco sobre o "Sistema"

Pequeno filme de 21 minutos, mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência dos nossos sistema de extração de matéria, sistema de distribuição, nosso sistema monetário, e um pouco dos nossos valores como nossos hábitos consumistas. Apresenta os problemas destes sistemas e mostra que podemos revertê-los, pois não foi sempre assim.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Entrevista com Zecharia Sitchin

Sitchin é um erudito, especialista na história e na arqueologia do Oriente Médio e do Antigo Testamento. Traduz a escrita cuneiforme da Mesopotâmia e outras linguagens antigas e ocupa o cargo de Consultor da NASA.
Você pertence a um pequeno número de estudiosos que conseguem ler as tabulas de argila encontradas na Mesopotâmia..
O que despertou seu interesse nelas?
Isso vem desde os meus dias de escola. Estávamos estudando a Bíblia (Antigo Testamento) em seu idioma original, o hebraico; chegamos ao capítulo 6 do Gênesis, a história do Dilúvio. O capítulo começa com vários versos enigmáticos, dizendo-nos que no tempo pouco antes do Dilúvio, “havia gigantes sobre a Terra”, e eles se casaram com as filhas do homem e tiveram filhos delas. E eu levantei a mão e perguntei à professora: por que a senhora diz “gigantes” quando a palavra na Bíblia é Nefilim, que significa “aqueles que desceram”, e não “gigantes”? Em vez de me elogiar por meu conhecimento de hebraico, ela me repreendeu. Não se questiona a Bíblia! E isso me magoou muito e me deixou pensando quem eram os Nefilim, e por que eles eram assim chamados. Com o tempo, eu descobri que aqueles versículos (assim como a história toda do Grande Dilúvio) se originava de um povo chamado sumério, que milhares de anos antes de a Bíblia ser composta, escreveu em tabulas de argila a história e a pré-história da Humanidade.
Assim, esta foi a origem de meu interesse nas antigas tabulas da Mesopotâmia.
E o que as tabulas diziam?
As tabulas diziam que de fato houve um Dilúvio que engolfou a terra habitada e que milhares de anos antes de ele acontecer os Anunnaki, que em sumério significa “aqueles que vieram do céu para a terra”, vieram à Terra de seu planeta Nibiru, e foram os Elohim (“deuses”) que disseram uns para os outros: Vamos criar Adão à nossa imagem evoluída na Terra ao nível do Homo Sapiens.
Outros concordam que era isto o que as tabulas diziam?
Sim, é claro que outros estudiosos concordam que é isto o que as tabulas dizem, porque depois que elas foram encontradas por arqueólogos nos últimos 150 anos e decifradas e traduzidas (começando com George Smith, “The Chaldean Account of Genesis”, em 1876, e L. W. King, “The Seven Tablets of Creation”, em 1902), não havia como negar isso. Mas pelo fato de as histórias envolverem os chamados deuses dos povos antigos, eles foram considerados mitos -”mitologia’. Além disso, a idéia de seres com forma humana vindos para a Terra de outro planeta – astronautas antigos – era, é claro, impensável naquela época; assim, tinha de ser mitologia e não registros factuais. Mas quando eu comecei a pensar seriamente que não, aqueles eram registros de eventos que realmente aconteceram, estávamos no começo da Era Espacial, assim para mim fazia sentido; e quando li os textos antigos deste ponto de vista, tudo começou a ficar claro.
Mas agora que sabemos que as viagens espaciais são possíveis, por que os outros ainda acham que esses eventos são mitologia? Por causa de Nibiru, planeta deles, e a aceitação da idéia de que não estamos sós. O senhor pode explicar?
Sim, eu posso tentar explicar. Mesmo aqueles que aceitam a probabilidade de vida inteligente em outros lugares do universo, dizem que o sistema estelar mais próximo com possibilidade de ter planetas com vida está tão distante que ninguém daqui conseguiria ir lá e certamente não poderia ir e vir, para lá e para cá, como faziam os Anunnaki. Mas concluí que o planeta deles pertence a nosso sistema solar, com um período orbital de cerca de 3.600 anos, portanto, essa viagem espacial de lá para a Terra é muito exeqüível durante tais órbitas. Isso justifica chamar os Anunnaki pelo nome tabu de “extraterrestres”. Que é usado por pessoas que acreditam em OVNI, etc., mas é tabu para os acadêmicos do establishment.
Algum planeta, hoje pertencente a nosso sistema solar, foi descoberto?
Durante muitas décadas, muitos astrônomos estavam convencidos de que há mais um planeta além de Plutão. Eles o chamam de “Planeta X”, significando desconhecido bem como “décimo planeta” (Eu me refiro a Nibiru como o décimo segundo planeta, porque os sumérios contavam o sol e a lua e 10 planetas para um sistema solar de 12 elementos). Uma pessoa que procurou o planeta foi o doutor Robert Harrington do Observatório Naval dos Estados Unidos (que faz parte do Departamento de defesa americano), que concordou com minha teoria sobre os sumérios (o desenho que ele me mandou está em meu livro Gênesis Revisitado). Perturbações nas órbitas de Netuno e Plutão indicam a existência de força gravitacional de outro planeta. A nave espacial Pioneer 10 mostra indicações semelhantes desde que o planeta grande e distante também nas fronteiras do sistema solar. Em 1983, a nave espacial IRAS descobriu que tal corpo celeste estava de fato se movendo em direção a nossa parte do sistema solar – como Nibiru faria. Mas todas essas descobertas, mesmo quando relatadas, são logo negadas e tratadas como algo que seria melhor ignorar.
Por quê?
Porque reconhecer a existência de mais um planeta é confirmar o conhecimento que os sumérios tinham de Nibiru; e uma vez que tal conhecimento (sem telescópios e veículos espaciais) só poderia vir dos Anunnaki, isso significa confirmar a palavra tabu “extraterrestres”.
Então, o problema é de aceitação científica?
A comunidade científica começa a perceber que muitas das últimas descobertas – no espaço, na astronomia, na biologia/genética, na geologia – corroboram minha abordagem quanto aos textos sumérios. Eu dediquei um livro à comparação do conhecimento dos antigos com as descobertas modernas (Genesis Revisited), e estou atualizando este aspecto em meu site de internet SITCHIN. Com. Mas existem, é claro, outras razões para a não-aceitação, por exemplo, fundamentalistas que insistem que o Céu e a Terra foram criados em apenas seis dias.
Estas atitudes estão mudando?
Sim, estão. Um de meus maiores fãs é um padre católico na Califórnia que disse que a compreensão de que os deuses antigos eram apenas emissários de Deus, com D maiúsculo, reforçou a crença dele em um Criador Universal. No ano passado, em uma conferência na Itália, tive um diálogo em público com um teólogo do Vaticano, Monsenhor Balducci, que admirava minha pesquisa e concordou comigo de que (a) pode haver seres inteligentes em outro planeta e (b) que visitas de extraterrestres à Terra são possíveis. Eu relato o diálogo em meu site de Internet.
Isso tudo é só sobre o passado? O senhor disse que os Anunnaki estavam indo e vindo.. Eles estão ainda hoje indo e vindo?
Meus escritos, como você apontou, são baseados em fontes da Antigüidade, desde os sumérios e depois outras fontes.. Mesmo o Novo Testamento nos deixa há alguns 2000 anos atrás. Assim, discutir o que aconteceu depois disso requer uma mudança de enfoque, lidar com novas evidências – talvez menos com escritos claros e mais com a interpretação das evidências físicas, o que pode ser controvertido.
O senhor pode explicar o que quer dizer com “mudança de enfoque”?
Com relação a registros escritos do Oriente Próximo antigo eu sinto uma grande certeza, uma vez que posso ler as tabulas eu mesmo e consigo ler o Antigo Testamento em hebraico. Sei o que dizem e aceito o que dizem como informação factual. Depois que deixamos essa região e aquela época, mesmo começando com o Egito antigo, temos de confiar na compreensão e em evidências datadas de natureza física, tais como as pirâmides no Egito, pinturas em cavernas como no Brasil, estruturas enigmáticas como em Tiwanaku (Peru) ou nas Linhas de Nazca, e ter a ajuda de reminiscências orais, que são chamadas de “lendas”, em vez de escritas.
O senhor trata disso em seu livro “Os Reinos Perdidos”, então acredita que esses lugares e suas lendas dão continuidade à mesma história?
Sim. Eu mostro que a principal divindade da Meso-América, Qetzalcoatl (A Serpente Alada) era o deus egípcio Thoth, que era o deus sumério Ningishzidda, e eu então explico não apenas a semelhança das pirâmides, mas também a aparição dos Olmecs – um povo de descendência africana que inexplicavelmente veio para o México em cerca de 3100 AC e trouxeram a Mãe Civilização aos nativos. O mesmo ocorre com outras divindades da Antigüidade. Quando se estudam as “mitologias” de toda parte, parece haver panteões diferentes com muitos deuses diferentes. Mas quando se constata que os nomes diferentes têm o mesmo significado nas diferentes línguas, percebe-se que todos estão falando sobre os Anunnaki dos sumérios. Assim, o pai de Qetzacoalt /Thoth/Ningishzidda era Enki, a quem os egípcios chamavam Ptah. Ele era também o pai do deus egípcio Ra, conhecido por outros como Marduk.
Uma mudança na arena do drama de deuses e homens?
Uma mudança de enfoque, uma mudança nas evidencias. Um novo capítulo, mas no mesmo livro. Ao tratar o que aconteceu no Novo Mundo como parte da história que começou no Velho Mundo, é possível entender melhor as evidências físicas e levar mais a sério as “lendas”.
O senhor está convencido de que “eles” estiveram aqui…. Eles ainda estão aqui?
Isso nos afasta do que eu considero fato – sim, eles estiveram aqui – e vai para a especulação, que também significa profecia. Porque a questão é, antes que alguém pergunte se eles ainda estão aqui: eles foram embora? E se foram embora, vão voltar? Não quero especular se eles estão aqui, porque isso leva a conversas sobre conspirações e influências satânicas, etc. – com que eu não tenho absolutamente nenhuma ligação. Prefiro não especular.
Mas o senhor disse em suas palestras e vídeos que “o passado é o futuro”, então o senhor deve acreditar em algo?
É verdade, porque se alguém considera as fontes bíblicas como os legado de tempos mais remotos, então devemos trocar a palavra “especulação” por “profecia”. É a própria bíblia – que eu considero um documento histórico em vez de teológico – que no final do primeiro milênio AC mudou de (a) história da criação, (b) as ações dos Anunnaki no período que antecedeu o Dilúvio, (c) as civilizações humanas pós-Dilúvio, os tempos históricos; para (d) previsões de coisas por acontecer, que são chamadas “profecias”. E ela diz repetidamente: “os últimos serão os primeiros”, ou no Livro da revelação: “Eu sou o Alfa e o Omega, eu sou o primeiro e o último.”
Então, o que aconteceu vai acontecer novamente? Um ciclo de eventos como os calendários maias?
Sim, como os calendários maias que estão atrelados às crenças mesopotâmicas de que o Grande Deus Qetzalcoatl, “a Serpente Alada”, que se foi, mas prometeu retornar. Assim o calendário está atrelado ao Retorno esperado. A conclusão inevitável é que, com base em profecias bíblicas, atém mesmo em crenças mesopotâmicas, um retorno – o que os judeus chama de tempos messiânicos, e os cristãos chamam de a Segunda Vinda – vai acontecer.
Seria esta data o ano de 2012, que alguns atribuem ao calendário maia?
Esta data (ou um pouco depois dela, dependendo de como se conta) surgiu de uma suposição de que o grande ciclo dos maias seria concluído com 13 grandes ciclos, mas por que não 14 ou 15? Estou mais inclinado a basear minha pesquisa no calendário introduzido pelos próprios Anunnaki – o calendário zodiacal.
E o que o senhor vê no calendário zodiacal?
Os dados apontam para a Era de Peixes como a época do aparecimento da espaçonave deles entre Marte e a Terra, e nós ainda temos de esperar o século 21, este século, para chegar a Peixes…. Isso é bastante especifico para alguém que não gosta de especular… Então, que tal deixarmos as coisas assim?
Ok. Uma última pergunta: O senhor escreveu oito livros; há mais a caminho?
É claro… Ainda há muito mais a contar. De fato, o novo livro, que sai em alguns meses, vai reapresentar as Memórias e Profecias de Enki.
Enki, aquele que chegou aqui como o primeiro líder, o Forjador da Humanidade?
Sim…
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